Abismo da Escuridão

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Abismo da Escuridão

Mensagem por Ártemis em Sab Abr 07, 2012 7:02 pm

Um lugar confuso onde ficam presas para sempre as pessoas que desobedeceram Ártemis. As correntes do abismo perseguem essas pessoas sempre as punindo pelos seus atos. As princesas e príncipes de Dark Moon que são Duelistas vem aqui para fazer contrato com correntes. Alguns mortais que possuem correntes por alguma vitória importante ou um grande favor feito à Ártemis vem aqui para oficializar o contrato com sua corrente. Geralmente,os possuidores de correntes vem aqui para torturar as pessoas que aqui estão presas junto com suas correntes. A primeira visita do abismo o usuário que possuir uma corrente deve contar como realizou um contrato com sua corrente e o que fez em seguida. Depois disso o usuário ganha de 200 a 400 XP e 300 dracmas. Nas demais visitas o usuário deve vir aqui para apenas se divertir torturando as pessoas aqui presas,porém ganhará XP e dracmas do mesmo jeito.
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Re: Abismo da Escuridão

Mensagem por Mary B. Lestrangee em Sab Abr 07, 2012 11:14 pm

Eu estava flutuando inconsciente no abismo. Havia chegado ali por engano talvez pois não me lembrava de ter feito nada. Desço ao chão e começo a caminhar pelo local. Sentia a água abaixo dos meus pés. O abismo estava cheio de coisas,desde chícaras gigantes flutuantes até mesmo carros destorcidos e portas que não davam em lugar nenhum. Eu ouvia gritos,gemidos,choros,ranger de dentes e outros sons assustadores,mas aquilo não me afetava. Por descuido meu acabo tropeçando em uma chave que era do meu tamanho. Ouço um farfalhar às minhas costas e me viro,porém não vejo ninguém. Continuo a andar e acho uma caixa flutuando. Abro a caixinha e vejo um monte de biscoitos com gotas de chocolate. Estava morrendo de fome e por esse motivo esvazio a caixa. Ouço novamente um farfalhar e dessa vez ao me virar vejo um garoto. Ele tinha olhos azuis,cabelos dourados,pele bem pálida e um sorriso maravilhosamente lindo. Estava vestindo um terno de linho negro,uma camisa branca por baixo,uma calça de linho negro,luvas brancas e um par de sapatos de couro negro. Era maravilhosamente lindo e parecia ter dezoito anos. Me aproximo dele aos poucos porém correntes de prata saem de trás dele e me puxam para perto do garoto que me abraça levemente por trás.

-Ei Mary,você fará um contrato comigo?-ele pergunta no meu ouvido apertando-me mais em seu abraço.

-M-mas eu nem sei seu nome. E c-como você sabe o meu nome?Que tipo de contrato é esse?-faço várias perguntas à ele.

-Muito prazer,sou Ícaro,uma corrente do abismo e sei seu nome pois fui eu quem a trouxe aqui. O contrato beneficiará nós dois. Em sua parte,você terá minha ajuda em batalhas,serei seu mordomo e seu amigo também. Quanto a minha parte eu finalmente conseguirei sair do abismo. Você irá me ajudar Mary?-ele me pergunta novamente em meu ouvido seguido de uma risadinha.

-E-eu posso pensar um pouco?-pergunto-lhe.

-Claro,estarei à sua disposição milady.-ele me larga,faz uma reverência e some.

Novamente voltei a andar,porém me detenho ao ver um grande grupo de Harpias. Eram mais de vinte Harpias e todas me olhavam furiosamente. Não daria conta de todas elas,afinal estava sem minhas armas. Quando ia chamar Ícaro as Harpias e atacam e eu levo vários arranhões no rosto e no braço que ardiam feito ácido. As Harpias iam me atacar de novo,eu sabia que morreria então fecho meus olhos,porém ouço um farfalhar de correntes e vejo Ícaro lidando com as Harpias,porém ele não daria conta,afinal,eu sabia que correntes só liberavam seu poder após fazerem um contrato então sem mais nem menos grito:

-Ícaro eu desejo fazer um contrato com você!

Ele sorri e as Harpias explodem uma a uma desaparecendo. Nesse momento somente o via. Suas correntes novamente me puxam para perto dele,bem perto mesmo agora,de modo que meu corpo encostasse no dele. Ele levanta meu rosto com um sorriso.

-Tem certeza disso milady?Você quer mesmo fazer um contrato comigo?Depois não haverá mais volta quando selarmos este contrato.-ele me pergunta com os olhos fixados aos meus.

-Eu desejo isso.-respondo olhando em seus olhos.

Seus braços me envolvem e ele sorri. Seus toques eram delicados,me faziam me sentir bem. Eu não estava mais com os pés no chão. O que me segurava ali naquele momento era Ícaro. Ele me beija levemente e eu fecho meus olhos,desmaiada.

Acordo em meu quarto do palácio real. Ícaro estava ao meu lado sorrindo,vestido de mordomo. Eu havia selado meu contrato.


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Re: Abismo da Escuridão

Mensagem por Enrique d'Orgeron Ebanue em Seg Abr 09, 2012 1:21 pm

▄▄▄▄▄▄ Abismo da Escuridão | O Contrato ▄▄▄▄▄▄

Meus passos eram suaves naquele lugar que caracterizaria o ambiente ideal para os piores pesadelos e os mais pavorosos filmes de terror. Como um filho de Hades que eu era, me mantinha em uma condição de exceção, já que coisas muito sombrias não eram o meu forte. Tudo bem, coisas extremamente sombrias, visto que a beleza da escuridão, da noite, da lua e das estrelas tinha de ser admitida como exuberante e eu concordava plenamente com isso.

Eu não sabia, sinceramente, como tinha ido parar ali. Meus pensamentos estavam tão confusos quanto o próprio local que parecia uma versão "darkness" do País das Maravilhas. Não que ele fosse tão maravilhoso como o paraíso de férias da gentil Alice, mas era confuso e bagunçado tal qual ele, só que haviam gritos de medo, dor, tortura e assombro, além de quase não haver luz. A exceção disso, era um lugar engraçadinho e muito divertido. Pedras flutuavam para todos os lados, as vezes, eu parecia avistar meus animais preferidos correndo de um lado para o outro muito distante de mim e parecendo serem feitos de puras sombras.

Andando calmamente e tentando encontrar uma saída dali, me deparei com uma pequenina caixinha de madeira polida, do tamanho de uma caixa de sapatos, e com três lacres de prata. Abri o primeiro e ele trincou como se fosse um trovão metálico, criando eco por todo o local. Olhei para trás, vendo se ninguém ou nada se alarmou com o barulho, porém notei que as únicas coisas que se moveram foram duas gravatas borboletas de bolinha. Eu só podia, definitivamente, estar sonhando. Quando abri o segundo trinco, um barulho de assovio se propagou com a abertura dele, fazendo com que um vento poderoso sobrasse e lançasse meus cabelos para trás. Mais uma vez, olhei para trás e apenas uma armadura medieval completa passou subindo e descendo descontroladamente a barbudas presa por seu elmo.

Meu olhar se fixou no último lacre prateado e que refletia de forma límpida como um espelho meu olho direito, de íris naturalmente negra. Eu o abri e dessa vez um assovio poderoso e muito agudo se seguiu, me forçando a levar as mãos ao ouvido, a caixinha girou três vezes em sentido horário e se abriu instantaneamente. Eu olhei seu conteúdo e me surpreendi.

Elos? - isso mesmo, eram elos soltos de uma única corrente de prata.

Na parte interior da tampa se lia, em grafia medieval apenas seis letras: Vira-me!. Eu obedeci, afinal, isso daria continuidade aquele sonho. Peguei a caixa com as duas mãos e virei a boca em direção ao chão, os elos caíram de dentro dela, mas não tocaram o chão, flutuando a poucos centímetros antes de atingí-lo.

Os componentes da corrente começaram a girar furiosamente, se multiplicando rapidamente. Eu me afastei, tentando evitar assim que eles não se chocassem comigo e com um brilho dourado, o que me fez cerrar os olhos, eles todos se uniram em cerca de sete correntes de prata e no meio delas se encontrava um rapaz. Ele tinha a minha idade, cabelos brancos, olhos violeta, pele branca. Ele vestia uma roupa da realeza medieval em grande parte negra.

Morfeu? - eu indaguei, devido a suas características.

Ele deu uma risada descontraída e se aproximou de mim.

Quem me dera, Príncipe Negro. Não chego a tanto, sou apenas e unicamente um corrente, um dos diversos seres que habitam esse local. Mas posso ser mais, se isso o agradar. Aliás, gosta dessas roupas? - ele apontou com as mãos a própria roupa.

São meio estranhos, não concorda comigo? - eu disse, sincero.

Sempre, futuro mestre. - e com essa simples frase, suas roupas mudaram para uma calça skinny de um jeans azul-marinho, uma blusa gola V completamente negra, um All Star com diversas cores escuras e um colar pequeno, com uma presa felina feita de ônix na ponta.

Eu sorri, gostei da roupa dele agora.

Mestre. Desejo lhe fazer uma pergunta. Aqui, neste local, habitam muitos seres conhecidos como correntes, responsáveis por torturar os que são condenados a esse abismo. Nunca podemos sair daqui. Quer dizer, nunca não, existe apenas uma única exceção; quando encontramos alguém que queira nos tirar daqui, em troca de nossa completa servidão e subjugamento. Aceitaria fazer um acordo comigo?

Ele me estendeu a mão alva e eu olhei seus olhos violeta.

Não é necessário que retire meu sangue ou que insira uma marca a lâmina em meu braço ou qualquer coisa do tipo?

Ele sorriu:

Não. Basta que aceites, e então estaremos unidos provavelmente para todo a eternidade. Não lhe peço nada em troca, apenas que com esse acordo, me retire deste inferno.

Nossa! Eu até que gostei desse lugar, é tão... - eu olhei para trás, me deparando com um anel que viajava girando, semelhante a uma nave espacial - interessante.

Eu nunca o traria para cá nas intermediações onde se mantém os torturados. Esse é o lado mais interessante, no bom sentido, do abismo, em outros locais poderia conhecer todo o sofrimento que algo pode suportar.

Eu o fitei por cinco segundos então apertei sua mão.

Como se chama?

Como for de seu completo contentamento.

Eu bufei. Já estava ficando chato esse negócio de ele nunca dar sua opinião.

Que tal Pheidrik? - o 'phei' soava como 'fei' e eu sempre gostei de nomes terminados em 'k' e com o 'r' único no meio dele, forçando a língua a tremer para pronunciá-lo.

Se for de seu agrado, eu o aceito.

Eu sou seu mestre, certo? Então deve obedecer a todas as minhas ordens?

Sim, mestre. Posso ser seu servo, seu lacaio, seu amigo, seu companheiro para conversas. E posso, principalmente, lutar em seu benefício.

Então a minha primeira ordem é que você pare de ser um eco de minha consciência e de minha próprias concepções. Se for dialogar sobre um determinado assunto com você, não quero que fique apenas concordando com tudo que falo. Afinal, se quisesse isso, conversaria com um espelho.

Ele sorriu e assentiu. Eu olho tudo a minha volta, procurando uma saída daquilo tudo. Mas apenas o que vi foi um dado de animais mitológicos do tamanho de um rinoceronte, cortando os ares e cartas de baralho dançantes passando voando a minha frente.

Gente, pelo deuses! Eu não segui nenhum coelho branco de paletó e relógio de bolso!

Se me permite mestre, eu acho que...

Pheidrik, pare de me chamar a todo momento de mestre, assim vou me sentir como se você fosse meu escravo sexual particular, vestido de mordomo, mas mesmo assim quase seminu e com os pulsos acorrentados. - eu disse, sem nem ao menos olhar para ele, ainda procurando um meio de sair dali.

Ele pareceu pasmo por alguns segundos.

Bem, Senhor Enrique. Eu posso arrumar um modo de sairmos daqui.

Eu olhei para ele, sorrindo. Ele sorriu de volta e olhou para o céu eternamente negro do local. Com um ruflar estranho, desceu do céu um arraia azul escura, de uns sete metros de envergadura, com duas antenas próximas a cabeça, cobertas de uma espécie de armadura única para antenas de prata.

Eu vou embora em uma Arraia Jamanta voadora?!

Ele me indicou o animal. Eu subi em cima dele pela asa e me posicionei atrás de sua cabeça, segurando nas pontas da antena. Antes mesmo de perguntar se Pheidrik não viria a arraia arrancou e o corpo dela todo brilhou, me fazendo fechar os olhos, quando os abri estava de pé em frente ao castelo dos Anjos da Lua. Eu parecia estar sozinho.

Chegamos Príncipe Negro, vamos entrar? - a voz era de Pheidrik e ele se posicionou a meu lado, saindo de algum lugar atrás de mim e apontando com as mãos para as portas do castelo.

Eu ainda estou dormindo?!

Pheidrik deu risada e assentiu, abrindo as portas para mim.


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